A DEPRESSÃO E O CASAL
Cada vez há mais pessoas com Depressão. Todos
conhecem alguém com Depressão, seja esta moderada ou grave. O termo Depressão é,
por vezes, usado de forma vulgar, como se não se tratasse de algo muito grave. Há
pessoas que o usam erradamente quando se referem que só estão tristes. E há
quem associe a: “ele(a) não quer é fazer nada”, “isso já passa”, “precisas é de
trabalhar mais”, são comentários de desdém e de desvalorização e são sempre
ditos por pessoas que nunca estiveram com Depressão.
O curioso é que estamos a falar de fortes
sentimentos de tristeza, angustia, solidão, desamparo, dor, impotência, pensamentos
suicidas e de um grande sofrimento emocional. É uma dor insuportável que não é visível
aos outros e não tem recuperação rápida. Há pessoas que têm muita dificuldade
em perceber genuinamente este sofrimento. Podem ser condescendentes e dizer que
compreendem, mas continuam a achar que estar deprimido é apenas ser preguiçoso.
Esta falta de empatia pelo sofrimento do
parceiro(a), tem implicações graves no casal, tanto ao nível sexual pela
diminuição do desejo, como pelo comportamento de apatia, desmotivação, falta de
iniciativa, não querer saber do que se passa à sua volta.
Começa a haver menos cumplicidade, a rotina
passa a ser mais pesada, com tendência para haver mais conflito e afastamento.
Casais que ao longo da relação não estimularam a amizade entre si, sentem maior
dificuldade em cuidar e entender.
O cuidar é organizador para quem é cuidado
mas também para quem cuida. Sendo organizador vai ajudar que os sintomas da Depressão
sejam menos pesados e tenha um efeito mais tranquilizante. Os acontecimentos de
vida positivos também ajudam a reduzir este sintomas, assim como a
psicoterapia, a medicação e o amparo familiar são essenciais para o tratamento
e cura da Depressão.