quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SOCORRO! TENHO UM BEBÉ


“Não aguento mais”, “quero a minha vida de volta” ou “preciso de espaço” são expressões de desespero, comuns a muitos casais que são pais há pouco tempo. Quando acontecem, é importante falar sobre estes sentimentos que são frequentes e normais. Algumas pessoas acham que só lhes acontecem a elas, ou que só elas se sentem de determinado modo. É comum numa primeira fase sentir desespero, exaustão, tristeza, alegria, um misto de emoções.


Ser pai, seja pela primeira, segunda ou mesmo terceira vez é sempre difícil para o casal. Por ser uma nova fase com mudanças que passam por adaptar, ajustar, aceitar e tolerar. E como em todas as mudanças, é preciso tempo e paciência para se encontrar um novo equilíbrio. 

Alguns casais tentam considerar antes da chegada do bebé o que vai mudar no “nós”. No entanto, é mais fácil sentir segurança quanto a decisões sobre aspetos práticos como a cor do quarto do bébé, ou a escolha do pediatra, do que antecipar de que forma o “nós” se vai “aguentar”. 

Quando o casal está preparado, não só para receber o novo membro, mas também para refazer a rotina; quando os filhos são pensados, desejados; quando há preparação para a mudança de estilos de vida, para formas de estar diferentes daquelas adotadas até aí; quando tudo isto acontece, torna-se muito mais fácil ao casal manter a cumplicidade. 

A incapacidade de mudar, e os ajustes necessários neste ciclo de vida levam muitos casais à ruptura. Estatisticamente há um maior número de divórcios logo após o nascimento dos filhos. 

Esta fase é tão desgastante para o casal, há tão pouca disponibilidade e ambos estão tão cansados, que se esquecem de cuidar do “nós”. Por um lado, quer-se mais, exige-se mais, e por outro consegue-se dar tão pouco. Cada um necessita, exige, que o outro seja mais tolerante, quando o próprio não o consegue ser. 

É quando conseguem parar para se escutarem, que se conseguem tornar mais cúmplices. E mais fácil se torna passar esta fase. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E AGORA...COMO É QUE VAI SER!


A notícia “estou grávida”, geralmente é acolhida de forma ambivalente: “que bom, estamos tão felizes” e/ou “e agora como vai ser?”. São meses de ansiedade, angústia e alegria. 

Os dias e os meses são direcionados para a chegada do rebento. Geralmente os 9 meses são aproveitados para preparar o parto e tudo que tenha a ver com a chegada do novo membro. Devem ser também usados na preparação do casal para a mudança do estilo de vida até ai adotado. Muitos casais queixam-se, “nunca pensei que fosse mexer com tantos aspectos da nossa vida”; “Deixamos de ter vida”.


Existem mães que criam uma relação especial com a barriga/sementinha. Ao contrário do que por vezes o pai sente (que não há espaço para ele dentro desta relação privilegiada), ele pode e deve ter um papel fundamental. Também pode estar “grávido”. 

O pai não deve ficar de fora da relação mãe/bebé. A gravidez deve ser vivida por ambos. 

Questões ligadas à sexualidade do casal também são frequentes na gravidez. Surgem o conflito, as dúvidas e os medos, que devem ser esclarecidos através de um médico, de um especialista ou de amigos. Estas queixas podem ser “estou a fazer mal ao bebé” ou “não consigo envolver-me sexualmente com a mãe do meu filho, porque já não a consigo ver como mulher mas sim como uma mãe”, entre outras. 

A sexualidade deve ser vivida de forma confortável para o casal, sem que o medo ou preconceito surjam em momentos que devem ser de prazer. 

Mais uma vez o casal deve conversar sobre o que está acontecer e o que sente. A partilha de pensamentos e sentimentos aproxima-o e ajuda a ultrapassar os momentos difíceis.